o_cego_o_publicitário_e_a_primaveraHoje começa a primavera e gostaríamos de comentar um conto que é um clássico sobre como a forma de comunicar faz a diferença. Vale a pena conferir:

Um cego sentado em uma calçada, em Paris, com um boné aos seus pés e um pedaço de madeira que servia de cartaz, escrito com giz branco, dizia:
“Por favor, ajude-me, pois sou cego”.

Um publicitário que passava em frente a ele, parou e viu que havia poucas moedas dentro do boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz de madeira, apagou o que estava escrito, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Olhou para dentro do boné, que agora estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, e, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.

O publicitário, respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”. Sorriu e continuou seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

“Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la”.

 

Não é preciso dizer muito né? O conto em si (como toda história boa) dispensa maiores explicações.
Mas vamos às conclusões para não deixar passar nenhum ponto importante:

• A boa propaganda fala a verdade. Mas de um ponto de vista inusitado, que toca o público-alvo.

• Não adianta dizer “meu produto é bom”, é preciso demonstrar o benefício. Não adianta o cego dizer “Me ajude pois sou cego”, é preciso fazer com que a pessoa se sinta em seu lugar e sinta o que ele está perdendo.

 

E isso se aplica a qualquer produto. Não é porque ele é técnico, ou industrial, que não existe um ponto de vista diferente que você possa aplicar para que o seu público-alvo realmente sinta seus benefícios.

Desafiador, e apaixonante ao mesmo tempo. É por isso que amamos o que fazemos.

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