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Num mundo em que a invasão de privacidade é a regra, como obter os dados suficientes para realizar uma venda sem afastar ou gerar desconforto para transformar um contato em um cliente?

Para gerar LEADs, quanto mais informações conseguirmos de nossos (futuros) clientes melhor, certo? Se, ao acessar nossa página, ou instalar nosso aplicativo, conseguirmos saber hábitos e necessidades do usuário, mais fácil vamos conseguir fechar uma venda, não é mesmo?

Não. Na nova relação consumidor/marca, MENOS é MAIS.

Depois da onda de denúncias que vieram à tona em 2013 de governos invadindo a privacidade de cidadãos comuns e empresas respeitadas liberando dados de consumidores, tudo indica que o futuro será de quem fizer o inverso.

No meio digital, oferecer ótimos serviços sem coletar dados pessoais em excesso será o caminho que tende a reconquistar a confiança de consumidores que estão com o pé muito atrás nesta questão de privacidade.

Por exemplo, em 2013, o Facebook teve de desembolsar US$ 20 mi por fazer uso não autorizado de perfis de usuários em publicidade no painel conhecido como “Histórias patrocinadas”, na qual os anúncios que aparecem na página de notícias normalmente estão ligados ao nome e à foto do perfil de um dos amigos, que “curte” a marca. Esta ação foi movida por 5 americanos descontentes com esta prática.

Este é apenas um exemplo de como a utilização de dados indiscriminada pode aborrecer os clientes e ferir a confiança que eles depositam numa marca.

Nos próximos anos o desafio das empresas será encontrar equilíbrio entre os benefícios da coleta e utilização de dados para conquistar a confiança dos consumidores.

Mas qual é o segredo para coletar dados sem agredir o consumidor?

Aqui vão algumas dicas:

1)      Peça só o necessário.
Para um primeiro contato, como por exemplo o cadastro em um newsletter, nome e email devem ser suficientes. Ou um cadastro usando os dados de uma rede social (facebook, twitter, etc). Isso é rápido o bastante para não barrar os possíveis consumidores “mais preguiçosos” e não é pessoal demais.

2)      Deixe bem claras as regras do jogo.
Ao pedir o cadastro, deixe claro para que vai usá-lo. Se é para envio de newsletter, cite. Se é para um possível contato, cite. Combinado, não é caro, e evita reclamações e descadastros.

3)      Filtre o conteúdo.
Depois que o usuário caiu dentro do seu funil, tente descobrir seus interesses. Isso é possível através de:

De onde veio este usuário? Cadastro de feiras, feito por um representate, um vendedor
Quais e-mails que você enviou ele abriu e quais não
Com isso é possível traçar um perfil dos seus possíveis consumidores para oferecer soluções mais personalizadas.

4)      Aumente gradativamente a “intimidade”.
Com os dados adquiridos, ofereça informações valiosas em troca de um pouco mais de informações. Um exemplo: o usuário se interessa mais nas dicas que tem a ver com embalagens. Ofereça o download de um e-book com 10 dicas sobre como embalagens criativas, pedindo que descreva seu cargo, função, e quando deseja fazer uma nova embalagem para seu produto.

Ele não irá se negar a fornecer estes dados pois já tem interesse neste assunto.

5)      Agradeça, sempre!
Toda vez que seu consumidor der mais dados para você, desde o primeiro cadastro até os subsequentes, mande um e-mail automático de agradecimento. Simpatia faz a diferença.

6)      Nunca (nunca mesmo!) use estas informações para outros fins.
E não estamos falando de “vender cadastros” para outras empresas não. Nunca caia na tentação de usar seu valioso banco de dados para outro fim que não aquele acordado com a pessoa que deu seu e-mail. Você viu o que aconteceu com o Facebook.

No futuro, quem pedir menos informação, mais vai obter. Porque a busca por um determinado assunto, produto ou serviço, faz com que o cliente forneça os dados necessários motivado por seu interesse, sem pressão e de forma tranquila.

Por isso, para desenvolver a comunicação da sua empresa com eficiência e com respeito aos clientes da sua marca, fale com a gente.

Fonte: Folha, G1, Trendwatching

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