Ao invés de comprar produtos físicos, compraremos designs para imprimir em nossas impressoras 3D.

A impressora 3D, para quem ainda não conhece, é capaz de produzir objetos tridimensionais a partir de um design digital. Geralmente através de um processo em que camadas de materiais vão se depositando umas sobre as outras, mais ou menos como uma impressora jato de tinta comum, só que usando plástico ao invés de tinta.

A previsão é que em 2014 estas impressoras fiquem mais baratas, pois expiram em fevereiro do ano que vem as patentes referentes ao processo de sintetização por laser (uma das formas mais baratas de criar o 3D). A estimativa é que os valores cheguem perto de US$ 300 (pouco menos que R$ 700) nos EUA. Se isto se tornar realidade, o usuário doméstico poderá ter sua própria impressora em casa.

E o que isso muda para a compra e venda de produtos?

O usuário poderá fazer download de modelos via internet, pagos ou não, como numa loja de e-books ou app store e imprimir em sua própria casa.

Quem não tem a impressora ou precisa de melhor qualidade, poderá usar empresas especializadas em impresssão (assim hoje fazemos com fotos, posters, cartões e outros materiais impressos).

Qualquer um poderá fazer seus próprios objetos, assim como um artesanato digital, e distribuir para amigos, colocar a venda em uma app store, entre outras coisas. Assim que os programas ficarem mais amigáveis.

Será possível obter produtos cada vez mais personalizados, como por exemplo, no mercado de sapatos, termos tamanhos mais exatos, com um design mais pessoal, ou até mesmo com detalhes para o próprio usuário personalizar por conta própria, coisa que através da produção em massa não é viável.

Qualquer um de qualquer parte do mundo poderá vender seu produto sem onerar o comprador com o custo da entrega.

A produção em massa continuará a existir.

A impressora pessoal não acabou com as gráficas, da mesma forma a impressora 3D não vai acabar com as fábricas. O ganho de custo na produção em massa não é possível de reproduzir na escala um a um. No entanto, itens pessoais e personalizados terão na impressão 3D seu grande filão, gerando novos mercados e como por exemplo o que ocorre com os celulares hoje. O celular é produzido em massa. Mas a capinha que o deixa único aos olhos do dono, já está sendo produzida pelas impressoras 3D atuais e tendem a se disseminar por todo o mercado. Por que não fazer isso com sapatos, computadores, canetas, e tudo o mais.

Voltamos ao Fordismo então. Fábricas fazem tudo igual, em linha de produção, reduzindo ainda mais os custos. Usuários personalizam depois, como quiserem.

O 3D aumentará a velocidade dos lançamentos de produtos

Com um modelo 3D aperfeiçoado será muito mais fácil testar a viabilidade e aceitação de um produto, com muito mais rapidez, antes de começar sua produção em massa.

Não será preciso investir em um caro ferramental, para produzir uma pequena quantidade de produtos.

Aliás, este é um grande atrativo para as empresas de propaganda. Brindes personalizados ao gosto do cliente, sem inviabilizar a produção de pequenas quantidades – o maior drama de muitos de nossos clientes quando querem ter algo exclusivo.

 

Quer saber mais? Explore os links abaixo (para sites em inglês) de empresas que imprimem em 3D, vendem designs entre outros. A revolução já está começando.

Fontes da pesquisa:

Tecmundo

E-Commerce Times

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